HISTEROSCOPIA

09/02/2010

A maioria das patologias que acometem as mulheres pode ser detectada pelo exame ginecológico anual. No entanto, as que têm origem dentro da cavidade uterina não são facilmente identificados. Nesses casos, a ultra-sonografia e a histeroscopia são métodos eficientes para o diagnóstico.

A maioria das patologias que acometem as mulheres pode ser detectada pelo exame ginecológico anual. No entanto, as que têm origem dentro da cavidade uterina não são facilmente identificados. Nesses casos, a ultra-sonografia e a histeroscopia são métodos eficientes para o diagnóstico. A histeroscopia é uma técnica realizada em ambulatório com um equipamento chamado histeroscópio para examinar a cavidade uterina internamente. O histeroscópio é um pequeno tubo, com 25 centímetros de comprimento por 2,0/4,0 milímetros de diâmetro, por onde passa um conjunto de lentes capaz de oferecer uma visão privilegiada do interior da cavidade uterina.

Ele está acoplado a uma câmera de vídeo, razão pela qual o exame é também designado como vídeo-histeroscopia. Durante a realização da histeroscopia, a paciente é submetida a um toque vaginal, para que o médico avalie a posição e o tamanho do útero. Em seguida, um especulo é colocado no canal vaginal para a visualização e a assepsia da região. “O colo do útero é, então, tracionado e o histeroscópio, lentamente introduzido. Na medida em que vai penetrando o canal, o equipamento libera gás carbônico para distender as paredes uterinas”. O médico, então pode investigar minuciosamente o canal e a cavidade do útero – por volta de cinco minutos – e, ao final do exame, retira o histeroscópio. Em 90% dos casos, a histeroscopia é acompanhada de biópsia, ou seja, da retirada de um minúsculo fragmento do tecido uterino para a análise da natureza de suas alterações. A histeroscopia não é indicada se a mulher estiver sangrando ou possuir alguma infecção. Também está contra-indicada para gestantes. O exame não causa dor, pois é feito sob anestesia, porém, eventualmente, a paciente pode sentir posteriormente uma leve cólica, que passa com o uso de um analgésico. Diversos problemas femininos podem ser estudados com precisão, hoje, por meio da histeroscopia, tais como: - Sangramentos anormais, antes ou depois da menopausa; - Lesões no canal e na cavidade uterina; - Malformações uterinas; - Disfunções hormonais; - Identificação de corpos estranhos no útero, tais como o dispositivo intra-uterino (DIU). - Causas da infertilidade feminina. Pacientes que vão ser submetidas a um tratamento de fertilização assistida devem ser avaliadas previamente por meio da histeroscopia, para que haja a detecção e o tratamento prévio de qualquer alteração que possa interferir no processo de nidação do embrião, aumentando, com isso, a taxa de implantação e as chances de sucesso da fertilização.

Dra IRENE SOMMER BITTENCOURT

Ginecologista- Especialista em Histeroscopia

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